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Saiba tudo o que ocorreu no primeiro dia de Warren Summit!

CVM, ANBIMA e grandes nomes do mercado financeiro estiveram no evento!

O Warren Summit reuniu mais de 700 pessoas, entre profissionais do mercado de investimentos e quem deseja ter uma melhor relação com o dinheiro. Foram dois dias de muito conteúdo, relacionamento e troca de experiências, que fizeram da segunda edição do evento – o primeiro em SP – um marco inesquecível para a Warren.

No primeiro dia, focado para quem trabalha no mercado financeiro, o Warren Summit recebeu nomes como Daniel Maeda, da CVM, Artur Wichmann, da Verde Asset Management, Henrique Meirelles, secretário da Fazenda e Planejamento de São Paulo e Ana Leoni, da ANBIMA.

Veja um resumo do que tivemos por lá:

CVM e a fiscalização aos agentes autônomos

O papel dos agentes autônomos de investimentos e o que eles podem ou não fazer foi a principal pauta da palestra de Daniel Maeda, superintendente de Relações com Investidores Institucionais da CVM, no Warren Summit.

“Nem mesmo dentro da CVM temos um consenso sobre todas essas questões. É um assunto muito complexo”.

A possibilidade dos agentes autônomos se conectarem exclusivamente à apenas uma plataforma de investimento e o conflito de interesse que os agentes autônomos têm ao serem remunerados por comissão de produtos oferecidos também foram discutidos.

Maeda também explicou que a entidade está cada vez mais atenta à atuação dos influenciadores digitais, muitos considerados “gurus” do mercado financeiro na internet.

“A remuneração é um ponto importante: se alguém estiver cobrando para fazer recomendações, analisar ações e dar suas opiniões de investimentos, ele pode estar sujeito às leis do órgão regulador. É um grande desafio”.

O impacto da tecnologia

Arthur Wichmann, da Verde Asset Management, falou sobre como o surgimento de novos modelos de negócio estão ajustando a nossa visão de investimento. De acordo com o Portfolio Manager, a tecnologia faz com que seja muito mais fácil deslocar competitivamente uma empresa.

“A tecnologia está acelerando as mudanças. O fato de estarmos aqui hoje é uma prova disso”.

Arthur explicou que há 10 anos ninguém acreditaria na ideia de que plataformas de tecnologia poderiam bater de frente com o sistema bancário no Brasil.

“No máximo, as pessoas achariam legal, interessante, mas jamais colocariam a mão no fogo por isso”.

Para Wichmann, tecnologia e evolução são complementares inseparáveis e, por isso, empresas que tratam dados como petróleo serão aquelas que terão sucesso.

“Se Charles Darwin fosse investidor, ele investiria em ações da Apple ou da Amazon? Provavelmente da Amazon, pelo olhar evolucionista da marca. A Amazon tem muito mais o ímpeto de lançar e testar produtos novos. Alguns não dão certo, mas outros muitos dão, e a evolução é exatamente isso. Pergunte para o Bezzos se ele tem um plano de 5 anos? Ele vai dizer que não. Eles vão testando e evoluindo com o tempo”.

Já para quem trabalha na construção de portfólios, Wichmann sugere questionamentos importantes:

  • os impactos da tecnologia no mercado estão sendo sentidos mesmo em setores considerados seguros;
  • retornos para os ganhadores são maiores, mas o período de ganho é menor (ciclo mais curto);
  • a nível de portfólio, evitar os perdedores é tão importante quanto escolher os ganhadores.

Alinhamento com o cliente

A era da transparência chegou ao universo dos investimentos, mas ainda são muito poucos os que aderem à ela. Dentro deste contexto, o diretor da Warren For Business, Gustavo Ruiz, apresentou a plataforma de B2B da Warren para os profissionais do mercado.

“Todos os setores estão sofrendo revoluções gigantes por causa da tecnologia e inovação. Na atuação do profissional de investimentos é a mesma coisa. Precisamos de uma atuação transparente, alinhada ao cliente e eficiente para ambas as partes”.

A plataforma oferece uma solução completa para os profissionais de investimento escalarem seu negócio. Com autonomia, independência e um modelo de atuação alinhado com o cliente, a plataforma elimina a burocracia e otimiza tempo, para que o parceiro ganhe disponibilidade para atender seus clientes e expandir seus negócios.

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Na linha da necessidade de uma relação mais transparente com os investidores brasileiros, Diana Benfatti, da Attimo Family, ressaltou quanto o valor agregado de um vínculo alinhado contribui para a sustentabilidade do negócio.

“Os clientes precisam confiar na capacidade técnica e no caráter de quem os atende. Também precisam ter a percepção de que o foco do trabalho daquele profissional é a vida dele, do cliente, e não na comissão que ele recebe”.

Marcelo Maisonnave foi outro palestrante que abordou a necessidade dos profissionais de investimentos repensarem seus modelos de atuação. De acordo com o sócio e diretor de Compliance da Warren, na relação ideal com o cliente, de um lado está a clareza quanto aos serviços prestados, aos custos e aos riscos para mitigar conflitos e vendas inadequadas. Do outro, está o dever fiduciário para administrar o dinheiro de outras pessoas e agir conforme o interesse dos beneficiários e não em seu próprio interesse.

“Isso já acontece nos Estados Unidos, na figura dos RIAs (Registered Investment Advisors). Aqui no Brasil, é uma questão de tempo que seja a maioria do modelo de atuação dos profissionais de investimento”.

O mesmo tema foi apresentado também por Eduardo Glitz, diretor da Warren Brasil e sócio do Startse.

“O cliente hoje não é nada menos que o novo protagonista do mercado financeiro”.

O cenário brasileiro

Henrique Meirelles, secretário da Fazenda e Planejamento de São Paulo, trouxe o cenário econômico brasileiro e como as reformas – Previdenciária e Tributária – devem acelerar a recuperação do Produto Interno Bruto do país.

“As reformas vêm sendo realizadas para deixar o país mais preparado para crescer. Sem elas, a dívida bruta vai a 100% do PIB”.

De acordo com Meirelles, se a agenda das reformas tiver continuidade, a economia brasileira entra em fase de retomada de crescimento, ainda mais se o cronograma de produtividade seguir em frente.

“São Paulo, por exemplo, pode se beneficiar muito deste processo, já que, historicamente, cresce acima do Brasil”.

Os perfis do investidor brasileiro e como o consultor pode ajudá-los

Ana Leoni, superintendente da ANBIMA, mostrou como o brasileiro é plural até mesmo na hora de lidar e investir o seu dinheiro. Informações preciosas para os presentes, que também puderam entender como o futuro do profissional de investimentos e a isenção de conflito podem estar atrelados à figura do consultor.

Imagine a cena: quando você entra em uma loja, sabe que o vendedor receberá uma comissão pela venda e, por isso, vai querer empurrar à goela abaixo tudo o que ele puder. Mas você também tem a opção de ir à loja com um personal stylist, que vai ajudar a escolher a melhor roupa para você sem receber comissão por isso. Agora substitua o vendedor pelo agente autônomo e personal stylist por consultor. Essa foi a referência usada por José Brazuna, da BRInvest.

“A regulação hoje permite que o consultor faça relatórios, analise cenários,
opine, dê consultoria e faça seu próprio suitability. Isso tudo sem oferecer produtos que estejam fora do perfil do cliente”.

Josef Rubin , co-fundador da Escola Conquer, palestrou sobre core skills e as habilidades dos profissionais do futuro, e Leanderson Reis, fundador do GFAI, mostrou as perspectivas da carreira de planejador financeiro no Brasil.

Já Sergio Bocayuva, contou a sua mais recente história de sucesso como CEO da Usaflex. Bocayuva apresentou a estratégia de inovação que mudou a categoria, a valorização no mercado, a ampliação de fábricas e franquias da marca e como transformou a Usaflex em um dos maiores anunciantes de mídia no mercado de calçados no país.

1 comentário em “Saiba tudo o que ocorreu no primeiro dia de Warren Summit!

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